Um alerta emitido pela comunidade jurídica acendeu um sinal vermelho para moradores e clientes de escritórios de advocacia. Criminosos estão se passando por advogados locais por meio de contas comerciais falsas no aplicativo de mensagens WhatsApp com o objetivo de extorquir dinheiro de pessoas que aguardam decisões e andamentos em processos na Justiça.
A denúncia pública foi realizada pela advogada Ana Carolina por meio de suas redes sociais. De acordo com a profissional, estelionatários clonaram sua identidade visual ao criarem uma conta utilizando a sua foto e o seu nome para enviar mensagens diretas a clientes de seu escritório. Nas abordagens, os golpistas afirmam falsamente que a sentença foi procedente e exigem transferências imediatas via Pix, sob o pretexto de quitar custas ou taxas necessárias para liberar supostas indenizações.
Estão se passando por mim e pelo escritório, pedindo Pix e dizendo que a sentença foi procedente. Não sou eu, não é ninguém da minha equipe. Se você receber qualquer pedido de Pix, bloqueie e denuncie
Conforme os dados divulgados na denúncia, o perfil falso utilizado na fraude opera por meio do número de telefone +55 91 9162-4969, cadastrado de forma irregular como conta comercial sob o nome da advogada. A estratégia dos criminosos consiste em monitorar a publicidade dos processos judiciais em tribunais e plataformas públicas de consulta, como o Jusbrasil, para colher nomes e dados de partes envolvidas.
De posse dessas informações, os golpistas cruzam os dados para localizar telefones das vítimas e utilizam imagens obtidas na internet para confeccionar perfis falsos. O contato é feito sempre simulando boas notícias jurídicas para quebrar a desconfiança da vítima e induzi-la a realizar pagamentos antecipados em contas de terceiros.
Especialistas em segurança digital e autoridades policiais reforçam que, caso o cidadão acabe realizando a transferência via Pix, a ação deve ser imediata junto à instituição financeira. A orientação é acionar o quanto antes o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, ferramenta que permite o bloqueio cautelar dos valores na conta do recebedor suspeito para tentativa de estorno. Paralelamente, é fundamental o registro de um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil para apuração do crime de estelionato.












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